sexta-feira, 17 de maio de 2024

Commander Longitude atende a maioria das necessidades de uma família. Mas vale mais de 200 mil?


Pau pra toda obra. Essa expressão define bem o Commander, um carro que atende bem a maioria das necessidades de uma família. Na versão de entrada Longitude vem com motor 1.3 turbo que rende 185/180 cv e 27,5 kgfm, e a grande questão é se este motor dá conta dos quase 1.700 Kg que ele pesa. O peso/potência de 9,11 kg/cv e peso/Torque de 61,3 kg/kgfm não são números ruins, mas na prática em algumas situações falta um pouco de motor. Não chega a ser manco, mas faz bastante força em retomadas, ainda mais com o carro cheio.


O consumo em consequência não é dos melhores, pelo Inmetro faz 6,9 e 8,3 km/l com etanol na cidade e estrada, mas na prática faz em torno de 5 na cidade e 10 na estrada.


No modelo 2025 o Commander Longitude ganhou sistemas de condução semi autônoma nível II com ACC, frenagem de emergência e assistente de manutenção em faixa. Ganhou também comutação de farol alto e 5 anos de garantia. Perdeu somente a terceira fileira de assentos e controles elétricos do banco do motorista, que agora são um opcional que custa 8,7 mil reais.


O destaque do Commander como veículo da família é o espaço interno enorme garantido pelos 2,79 m de entre eixos e o porta malas com acionamento elétrico que manteve os 661 litros. E o nível de conforto, com bancos em couro e suede, ar condicionado digital de duas zonas com saída traseira com controle de ventilação, mídia com conectividade sem fio, painel digital configurável, volante multifuncional com borboletas, acabamento em soft touch, sensores dianteiro e traseiro e até assistente de estacionamento semi autônomo.


Por incrível que pareça, apesar de ter recebido mais itens de série, seu preço caiu em 24 mil reais e hoje parte de R$ 217.590,00, preço que pode cair ainda mais se for adquirido por venda direta, aí são mais 8% de desconto e o valor fica pouco abaixo dos 200 mil reais. Será que já dá para sonhar em ter um Commander na garagem?



C3 Aircross Shine Turbo 200, um SUV com mais espaço do que SUV médio!


Um SUV compacto pra quem precisa de muito espaço interno e porta malas, que chega a ser maior do que muito SUV médio. Essa é a pegada do C3 Aircross, o último lançamento da Citroën. Um carro focado no custo benefício, mas que peca no excesso de simplificação.


O design segue a linha inaugurada pelo C3 hatch, com destaque para o DRL em formato de X com origem no logotipo da Citroën, que nessa versão Shine fica sobre uma peça em preto brilhante. Os faróis são halógenos de parábola simples, e tem faróis de neblina também halógenos. Na lateral destaque para rodas de 17" de liga e plásticos ao longo da carroceria bem marcantes. Na traseira o destaque são as lanternas em formato de C ligadas por uma faixa em preto brilhante. Outro destaque são os skid plates, peças em prata na base dos para choques.


Para entrar nada de chave presencial, apenas telecomando. No interior os bancos são em couro e tem encosto de braço somente para o motorista. O volante é revestido em couro e tem comandos de mídia, do painel digital de 7" e de controle do piloto automático, mas pra acionar é num botão ao lado do volante, junto do botão Sport.


A mídia tem 10,1" com conectividade sem fio e acabamento em preto brilhante. O ar condicionado é analógico sem função automático e não tem saída traseira.


O acabamento é todo em plástico rígido, com variedade de texturas, e nem no encosto de braço das portas tem revestimento ou maciez. Outro destaque negativo são os comandos dos vidros elétricos traseiros, que ficam atrás do freio de mão, que é do tipo comum.


Motor 1.0 Turbo deixa o carro esperto em retomadas e econômico no uso diário

Na motorização ele manda bem, é equipado com o motor 1.0 turbo de três cilindros que rende 130 cv e 20,4 kgfm de torque máximos aliado ao câmbio do tipo CVT. Suficientes para levar os 1216 kg do carro com desenvoltura. E ainda faz bom consumo, pelo Inmetro 10,6 e 12 km/l na gasolina, mas na prática fiz 7 e 13,3 km/l na cidade e estrada.


Onde o C3 Aircross se destaca mesmo é no espaço interno, são 2,67 m de entre eixos, maior da categoria, cabe até gente mais alta com folga. O porta malas com 493 litros é o segundo maior mas cabe muita coisa tirando o tampão.


Custa R$ 129.990,00 e para PCD R$ 113.710,27 com isenção de IPI e bônus. Curtiu? Teria um?

quarta-feira, 10 de abril de 2024

Strada Ultra Turbo 200, a versão esportiva da pick Up campeã de vendas


A Strada na versão Ultra trouxe um estilo esportivo para a pick up compacta da Fiat, seu design ficou bem acertado com para choque dianteiro bem diferente das demais versões, com uma peça em grafite e uma fina barra vermelha na parte de cima. O conjunto ótico é todo em Led com faróis de neblina. As rodas são de liga de 16" calçadas com pneus 205/55.

Na lateral o destaque são os estribos proeminentes, que nem tem tanta utilidade numa pick up tão baixa. Tem também rack de teto que termina em um estiloso Santo Antônio. Ainda na lateral chama a atenção um badge com o nome "Turbo" abaixo dos retrovisores, que tem repetidor de seta e capa em grafite.


A motorização é composta pelo motor 1.0 turbo de três cilindros que rende 130 cv e 20,4 kgfm a 1750rpm máximos, acoplado a um câmbio tipo CVT. A caçamba compra até 844 litros e aguenta 650 kg de carga útil.

No interior ela conta com bancos em couro, apoio de braço para o motorista, volante multifuncional revestido em couro com borboleta para passar marcha, mídia de 7" com conectividade sem fio, ar condicionado digital automático de uma zona, painel analógico com uma tela digital de 3,5" monocromática. O conforto pra quem vai atrás é limitado, apesar dos 2,73 m de entre eixos a maior parte é tomada pela Caçamba. As principais ausências são saída de ar pra quem vai atrás, piloto automático, sensor crepuscular, ajuste de profundidade no volante e Retrovisor eletrocromico.


Na prática é bem confortável de dirigir, tem bastante força no motor e bons números de consumo, leva com relativo conforto crianças no banco de trás e a versatilidade da Caçamba torna o transporte de grandes volumes como cadeiras de rodas, scooters e triciclos uma tarefa fácil.


Custa hoje R$ 136.990,00 e não tem isenção para PCD, pois a legislação considera pick up veículo de trabalho, mas hoje são muito mais do que isso. Esse modelo tem a vantagem de ser fácil transferir, ao contrário de modelos médios e grandes. Passou da hora de atualizarem a legislação e incluir os utilitários como passíveis de isenção de impostos para PCD. Concorda?

Megane E-Tech faz bonito e impressiona


O hatch médio 100% elétrico da Renault tem design futurista e muita tecnologia embarcada. A montadora francesa ressurgiu com o nome Megane, desta vez sem o acento agudo, acompanhado da denominação E-tech, que já mostra que o destaque deste hatch com ares de crossover é a tecnologia, que começa por seu motor elétrico de 220 cv e 30,6 kgfm de torque. A autonomia pelo ciclo PBEV, mais pessimista, é de 337 km e sua bateria de 60 kWh aguenta carga rápida e atinge 80% em até 36 minutos. Mas num carregador de 22kW atinge de 15 a 80% em bons 1h50min.


Além do belo design destaco sua chave presencial que trava o carro ao ser afastada e destrava ao aproximar, abrindo automaticamente os retrovisores e a maçaneta, que fica embutida. Ao entrar há uma animação no painel digital de 12,3" que se estende até a mídia de 9" com conectividade sem fio.
 

O volante tem formato mais "quadrado" e inclui piloto automático tipo ACC com Stop&Go, comandos do painel digital, botão configurável, Seletor de modos de condução e até borboletas que fazem a função de aumentar ou diminuir a regeneração da bateria, deixando o carro mais "travado" no modo mais intenso, quase como o sistema "one pedal".


O conforto é garantido por bancos revestidos em tecido reciclado com couro nas bordas, mas falta ajustes elétricos e de lombar. Abaixo da mídia ficam os comandos do ar condicionado digital de duas zonas com saída traseira e mais abaixo o carregador de celular por indução.


Em segurança conta com sete air bags, o já citado ACC, assistente de manutenção em faixa, sensor de ponto cego e de tráfego cruzado, e ainda comutador de farol alto e Retrovisor eletrocrômico, que tem a opção de usar uma câmera para gerar a imagem, ajustável em vários aspectos e clareia ao anoitecer. Muito útil para um carro que tem praticamente uma claraboia como vidro traseiro, de tão pequeno e estreito que é, tornando a visão traseira pelo retrovisor comum muito ruim.


O carro conta ainda com freio de mão eletromecânico posicionado do lado esquerdo numa posição ruim e Auto Hold, ao lado dele. O espaço interno é ótimo, com 2,685 m de entre eixos e o porta malas tem 440 litros.


O preço é R$ 279,9 mil. Curtiu? Teria um?




sábado, 23 de março de 2024

Rampage R/T 2.0 Turbo - pick up com luxo de SUV


Precisando de um carro para escapar para um lugar tranquilo nos fins de semana? Ou curte uma aventura em lugares pouco urbanizados? E ainda, não abre mão de esportividade? A RAM Rampage R/T pode ser o que você procura.


A versão topo de linha com pegada esportiva da pick up de entrada da marca norte americana inaugura num produto nacional o impressionante motor 2.0 turbo de 4 cilindros chamado Hurricane 4 que rende 272 cv e 40,8 kgfm de torque a 3000 rpm. Números equivalentes - e até melhores - que grandes motores V6 aspirados. O desafio desse motor, porém, não é fácil: levar com desenvoltura os 1917 kg da pick up. Mas ele cumpre com facilidade, o 0 a 100 é feito em apenas 6,9s e a máxima fica em 220 km/h.


Se no motor ela empolga, no interior surpreende. Muito couro Alcantara, muito soft touch, tela digital de 10,3" no Cluster, outra de 12,3“ na mídia com GPS integrado e conectividade sem fio, ar condicionado digital de duas zonas, carregador por indução, freio de mão eletromecânico e muitos sensores, de crepuscular e de chuva a ponto cego e tráfego cruzado. Pra fechar o pacote, ACC com stop & go e tração integral com reduzida!


E na prática o que isso significa? Que temos aqui uma pick up com luxo de SUV Premium, potência de esportivo, espaço de sobra e uma caçamba enorme que traz muita praticidade. Como diriam no interior, é pau pra toda obra! E ainda consegue ser divertida.


Mas claro, não é perfeita. O espaço interno igual ao da prima Toro é apertado quando o banco dianteiro está todo para trás, não tem capota marítima de série, nem teto solar, um pecado numa versão esportiva, e são coisas que a prima entrega na versão topo de linha.  Falta também modos de tração, como nos primos da Jeep.


No fim das contas a Rampage R/T honra o sobrenome herdado dos Dodge esportivos dos anos 70 e é muito competente e confortável na estrada (Road) e esperta e divertida na pista (Track). E o pacote visual agrada com faixas no capô e badgets alusivos à versão pra todo lado. Curtiu a Rampage R/T? Vale os 277 mil pedidos por ela?


Para PCD não tem isenção por ser utilitário, mas seria uma boa pedida pela caçamba que leva todo tipo de aparelho de assistência à mobilidade. 


segunda-feira, 18 de março de 2024

Versa Exclusive 1.6 CVT - tudo que entrega o ssedan compacto da Nissan


O Versa Exclusive tem os principais itens de série que se espera de um sedan compacto familiar: faróis em Led, rodas 17", câmera 360°, bancos e volante em couro, mídia de 8" com conectividade por fio, ar condicionado digital, carregador de celular por indução, chave presencial, partida por botão, painel parcialmente digital, piloto automático, sensor crepuscular, sensor de ponto cego, assistente de frenagem de emergência, seis air bags, entre outros.


O motor é o 1.6 aspirado de quatro cilindros que rende até 113 cv/15,3 kgfm, câmbio CVT, entre eixos de 2,62m e porta malas de 482 litros. Falta ACC, retrovisor fotocromático, mais força no motor, saída de ar traseira e mais força no motor.


O espaço interno é muito bom, são 2,62m de entre eixos e o porta malas tem bons 466 litros. O motor é o 1.6 aspirado que rende apenas 113cv e 15,3 kgfm de torque máximos, aliado ao câmbio CVT. Números que não animam.


Preço público é R$ 129.590,00 e com isenção de IPI e bônus de 12% fica por R$ 106.004,39. Vale a pena?



Versa Advance, um dos melhores custo benefício para PCD!


Versa Advance 1.6 CVT, um dos sedans compactos com melhor custo/benefício para PCD. Nesta versão intermediária vem com Faróis halógenos, faróis de neblina, DRL, rodas de liga de 16", chave presencial, partida por botão, painel parcialmente digital, sensor crepuscular, carregador de celular por indução, piloto automático, Mídia de 7" com conectividade por fio.


O espaço interno é muito bom, são 2,62m de entre eixos e o porta malas tem bons 466 litros. O motor é o 1.6 aspirado que rende apenas 113cv e 15,3 kgfm de torque máximos, aliado ao câmbio CVT. Números que não animam, mas na prática dão conta do recado, já que o carro é um dos mais leves do segmento com 1.122 kg, o que resulta num peso/potência de 9,92 kg/cv e peso/torque de 73,3 kg/kgfm.


A vantagem real deste modelo vai ser o consumo, faz de acordo com o Inmetro 7,9 km/l e 10,2 km/l na cidade/estrada com etanol e 11,5 e 14,7 km/l respectivamente com gasolina. Números próximos de carros 1.0 turbo.

Portanto na prática entrega bastante conteúdo por R$ 116.990,00 para público em geral e para PCD com isenção de IPI e ICMS, além de bônus de fábrica, fica por R$. 88.190,61. Um preço bem competitivo!




terça-feira, 5 de março de 2024

Virtus Highline 200 TSI tem o que se espera de um sedan familiar


O Virtus Highline 200 TSI tem o que espera de um sedan familiar. Motor 1.0 turbo forte e econômico, segurança garantida por seis air bags, frenagem de emergência e ACC, bastante conforto do ar digital com saída traseira, Faróis em Led com sensor crepuscular, chave presencial, bancos em couro, espaço maior que a média para todos, e bom nível de tecnologia embarcada com Cluster digital, Mídia de 10" com conectividade sem fio e um porta mala de fazer inveja em qualquer SUV com 521 litros.


O visual agrada com Black piano nos para choques, rodas de liga de 17", lanternas traseira fumê e DRL com setas dinâmicas.


Por ser a versão topo de linha com motor 1.0, falta sensor de ponto cego e tráfego cruzado, sensor de chuva e um acabamento melhor. Senti falta também de linhas dinâmicas e melhor qualidade na câmera de ré.


O que impressiona é a ausência de botões no console central e Mídia, o único que se encontra é o botão de partida, todo o resto é touch e digital, sinal de modernidade. O que acaba incomodando no dia a dia, pois é preciso atenção para acionar os comandos corretos. Senti falta de botões físicos como atalhos para funções rotineiras como abrir porta malas, ligar o ar no automático ou desligar o Start/Stop.


Enfim o Virtus Highline atende praticamente tudo que uma família precisa com bom nível de conforto, deixa o proprietário satisfeito ao procurar pouco o posto de combustível e sentir que gastou bem seu dinheiro com toda tecnologia que entrega.


Cobra bastante por tudo isso e seu preço público é R$ 139.990,00. Para PCD oferece um bom bônus de fábrica de 13% além da isenção de IPI, e para este público o oreoc fica em R$ 116.123,66. Neste patamar fica bem competitivo, um dos que mais entrega nessa faixa de preços. Porém na maioria dos estados paga IPVA integral, o que pesa um pouco na conta. Na concorrência um dos maiores rivais é o Versa, com preço e qualidade semelhante.


Que tal o Virtus Highline, acha que atende o que você precisa? Ou desanima pagar tanto num acabamento muito simples?




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